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domingo, 2 de dezembro de 2012

(Livro) DE PARIS,COM AMOR

  Oiiie amores..

  Achei maneira a ideia que surgiu em minha mente brilhante (kk') de dar um crédito à mais aos amantes dos "Livros" e postar parte por parte de uma história que gosto muito ,que foi escrita por ~

<~~LINO DE ALBERGARIA em 1997.


  E tipo,eu tenho esse livro,lembro nem como foi que eu arranjei..se eu pedí emprestado a alguém,ou mim deram,(com certeza não comprei) sei la,não faço a minima ideia mesmo rs' Enfim... eu amoo tanto esse livro não canso de repetir a leitura. kk' #FATO


Então começaremos a escrever página por página.. o máximo que podermos por postagem.. se essa postagem acaber antes do fim da história,não se preocupe logo logo continuaremos... é só ficar ligado(a) nas atualizações do ARTIGO JOVEM =D



Que comece a leitura:






DE PARIS,COM AMOR

Capa

-Caro Paulo Sérgio,

  Você deve ser um cara muito distraído.
  Senão,já teria prestado atenção em certas coisas ou em certas pessoas. Espero que ache este postal dentro do livro de Matemática. Não é linda esta praia, o mar azul,os coqueiros e esta areia tão lisa e branca? Quem sabe um dia,você também apareça por lá? Foi onde passei as férias,pensando em você. Pena que,provavelmente,você não pensava em mim.

A Ignorada.


-Paulinho,

   Acho que posso chamar você assim,com mais intimidade,pelo diminuitivo. Já vimos,nas aulas de Português,que o diminutivo é também usado para tornar a linguagem mais afetiva. Está lembrado? Bom, com esta dica,você já pode imaginar que eu frequento a mesma sala que vocês. Por isso,foi fácil colocar o cartão no livro de Matemática e agora vou  tentar novamente,colocando esta cartinha dentro do seu caderno.
  Vi com o canto dos olhos quando você achou meu cartão. Esperei que você olhasse em volta,talvez direto pra mim. Pensei que você pudesse imaginar quem eu sou. Mas acho que nem imagina,pois você não olhou para lado nenhum. E,de repente,meu postal desapareceu de sua frente. Não percebi se você o guardou. De todo jeito, examinei a lixeira da sala e tenho a certeza,pelo menos de que você não jogou fora a minha primeira mensagem. Foi o que me animou a enviar esta segunda, agora um pouco maior. Espero que goste deste papel. Escolhi com muito carinho. Adoro esta cor.
   Continuo sem saber se você gosta ou não de receber estas coisas que eu escrevo. Então, tive uma ideia  Gostaria que você também me escrevesse. Só que eu não quero me entregar. Pelo menos,até saber se você está ou não afim de me conhecer melhor. Se quiser,escreva um bilhete , use a beirada de uma página do seu caderno,depois dobre e guarde no fundo de sua carteira. Dou um jeito e apanho. Combinado?

A Ignorada 


-Ignorada ou quem quer que seja,

Se estiver curtindo com a minha cara,pode ir desistindo. Brincadeira tem hora. Se acha que estou morrendo de curiosidade, já dançou. Nem vou voltar,quando a aula acabar,para flagrar quem mexer na minha carteira. Se você faz tanta questão de ter um pedaço do meu caderno com a minha letra,não custa satisfazer esse desejo. Tudo bem assim?

P


-Paulo Sérgio,

   Não estou,de curtir com a sua cara. Mas é verdade que eu estava muito afim de ter um pedaço de seu caderno,essa beiradinha de papel rasgado,escrita com a sua letra. Ela não é tão bonita,mas é uma  letra bem firme e legível. Acho que as pessoas se  parecem com suas letras. Você deve ser mesmo firme e claro, pelo que eu conheço você. E é também um sujeito honesto,pois não voltou para a sala no intervalo nem tentou me surpreender,quando fui buscar o bilhete. Espero que seja o primeiro. Pois basta fazer do mesmo jeito para me escrever. Deixe no mesmo lugar que eu dou um jeito de buscar. Só peço que continue não sendo curioso. Eu morreria de vergonha, se você me descobrisse.
   Você não foi tão receptivo assim,mas pelo menos me deu alguma resposta. Acabo de descobrir que deixei de ser "A Ignorada". Por isso,termino a carta com esta figura que eu vou colar no canto da página. É uma mulher de costas. De costas,porque você ainda não conhece meu rosto. Ou será que tem alguma ideia de quem eu sou?


-Ex-Ignorada,


   Ou é melhor chamar você de "Mulher sem rosto" ? Não entendi porque tanto interesse em mim. Se você disse que as pessoas se parecem com as suas letras,e a minha letra não é bonita,suponho que somos ambos feios: eu e minha letra. Devo concluir que você é linda,pois nunca vi caligrafia tão caprichada. Ou será que você pede a alguém que passe suas cartas e bilhetes a limpo,para que eu não tente reconhecê-la através de sua letra? Mas pode ficar fria,não vou sair por aí,bisbilhotando os cadernos de minhas colegas.

   Para que você fique bem alegrinha,vou deixar esta cartinha no mesmo lugar da primeira e juro que não vou voltar de repente só para descobrir o mistério do seu rosto. E para sua alegria virar felicidade,vou entrar mais um pouco na sua e colocar nesta carta a figura de um homem com rosto. Rosto tão feio quanto a sua letra. Fora a corcunda!

Quasímodo


-Meu caro Paulinho,

   Adorei sua cartinha e até mesmo a sua colagem. Mas me perdoe o mal-entendido. Nunca quis chamar você de feio. E é claro que você não é nenhum "Corcunda de Notre-Dame" . Portanto,faça o favor de nunca mais se assinar como Quasímodo! Pensa que não  percebi que você quer tirar um sarro da minha cara? E se quer elogios à sua forma física,pode continuar querendo. Não vai ser desta vez que vou confessar as duas ou três coisinhas que eu gosto em você. Mesmo porque não é de beleza que eu ando atrás. Senão era para o Flávio ou para o Gustavo que eu estaria escrevendo nesse instante.
  Mas estou descobrindo em você algo que eu não imaginava. Primeiro, a sua palavra. Tomei conta direitinho e vi que você até agora não armou nenhuma armadinha para me surpreender tateando a sua carteira em busca de uma mensagem para mim. E depois, o que me faz mais alegrinha,como você gosta de dizer,ou mais feliz,que é como eu mim sinto, é que você também gosta de escrever cartas. Já sabia que você é bom para escrever. O sucesso das suas redações, mais que comprova. Mas estou surpresa com sua correspondência. Não esperava,juro, tanto interesse!
    Talvez você pense que eu seja exageradamente romântica e até meio ridícula,mas senti uma vontade muito grande de mandar para você uma pétala de flor. Espero que goste de gerânios.

Eu



-Presada Eu,

     Legal seu novo apelido! Como vê,palavra é o que não me falta. Prometo que não vou ficar espiando você mexendo na minha carteira,de jeito nenhum! Também gosto de postais. Que tal este? Ainda não fui lá e acho que não vai dar nem nas próximas férias. Paris é longe e caro pra dedéu. Mas tenho certeza de que você também acha o rio Sena o maior charme.
   Reli o seu postal e me intrigou as "certas coisas" em que não presto atenção.  As "certas pessoas"  é assim mesmo no plural, ou era só modo de dizer? Ou será que você é mais de uma e continua querendo me fazer de bobo? Sabe que eu também gosto da cor do papel de suas cartas? É lilás ou violeta? Quanto ao gerânio,fere meus princípios  ecológicos essa mania de destruir uma flor só para enfeitar uma carta. Já que tomei a liberdade de de falar do que não gosto,também não curto o tal "Paulinho". Prefiro Paulo Sérgio mesmo, embora tenha gente que não goste da combinação e ache que bastaria  Paulo ou então Sérgio. 
    Puxa,preenchi o verso do postal todinho. Quem diria hein?

Até Mais


  • (Continuação no próximo post)



Iai.... curtiu??? #VáLáCompartilhar ;* E a propósito....Volte sempre,até porque a postagem chegou ao fim, mais a história ainda  naum! Beijuuuuuu

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